meu doce índio …

o índio, a pele escura, o cabelo liso cor de asa de corvo, a boca mais apetecível, o melhor beijo, o abismo.

as paredes do quarto pintadas de preto, o sono, o mais bonito sono, o estar acordada a ver dormir, as paredes do quarto pintadas de branco, o abismo.

a mota, o carro, a amnésia, a protecção, o sobressalto, o abismo.

o sangue de irmãos, o silêncio, a chantagem, a cumplicidade deles, o abismo.

o estar perdido, o saber que se está perdido, o saber que é cair ou saltar fora, o sentir que não se tem força, o abismo.

a tristeza, a profunda tristeza, o amor, e o silêncio porque ninguém entende, o abismo.

o partir, o virar costas, a salvação e o abismo.

e um dia a noticia da sua morte num bairro onde lhe era fornecido o abismo.

e esta musica com que acordei hoje e que me fez recuar no tempo porque era a nossa musica.

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2 pensamentos sobre “meu doce índio …

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