escrever faz bem

a mobilidade internacional tem desta coisas, nunca sabemos quando chegamos nem quando partimos. e pior ainda, deixamos de saber onde pertencemos. os laços vão-se perdendo com a distancia, e não se fazem novos laços nem tão pouco fortes porque, o tempo de permanência nos Países por onde passamos não o permite .

andava, ando, meia perdida, confesso, sem paredes ou corrimões que me amparem, e o facto de ter começado a escrever está a fazer-me bem. consolido ideias. tomo decisões e fundamento-as melhor dentro de mim.

não gosto de falar de mim, dos meus medos e receios com os outros. os amigos estão lá longe, por telefone, quando o faço, no momento em que desligo, fico sem chão.por outro lado, as pessoas com quem me relaciono por onde passo não iriam entender, não me conhecem origens, nem tão pouco merecem que partilhe o meu intimo, ou porque as incomodo e não tenho esse direito, ou porque o retorno é nulo. não me diz nada, não me toca.

tenho de continuar a escrever,é isso ! terapia esta que me faz bem!

 

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6 pensamentos sobre “escrever faz bem

    • Na minha opinião, Portugal precisa de uns 15 anos para se refazer, isto, se tudo correr bem. Julgo que esta nova geração de expatriados e/ou emigrantes não terá condições de regressar antes disso.
      Nem sei se haverá reformas… talvez uns 200 euritos, qualquer coisita simbólica. Não devemos contar com isso. Entristece-me ver e saber o que aconteceu a Portugal, pois considero que foi bem pior que o terramoto de 1755, pelo menos nessa época os portugueses enterraram os mortos e ganharam vida para reconstruirem o que tinham perdido, Lisboa. Agora nem isso, foram-se os sonhos e as ilusões.
      Para os que estão fora, passa a ser um cantinho de férias, matar algumas saudades, contar umas histórias vividas, ouvir os lamentos dos que ficaram e…nada mais.

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      • Jorge eu fico “doente” e digo o que não devo (mas penso) e me dá vontade…
        livrem-se eles de quem não tem nada a perder… é tudo tão triste e são todos tão medíocres… nunca saberão o que é honra… quando se tenta desculpar, alguém que rouba, porque o roubo em causa foi menor, do que um outro qualquer… isto é sinal de que os valores se perderam… e sinceramente, não sei como se pode remediar isto.
        é este o grande mal e a causa de tudo – a falta de valores.
        prefiro não falar ….ainda disparo e acerto em alguém 😀

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  1. Em tempos senti-me assim… um estrangeiro, em Paris. Quando regressei a Portugal, senti-me novamente um estrangeiro, no meu próprio país. Quase tudo me parecia estranho, os costumes, as mentalidades, as pessoas, as mercearias, os cafés, enfim, parece que tinha regressado ao passado e que vinha do futuro. Ainda me lembro que havia o papel selado! Essa, matava-me!
    Fiquei convencido que não tinha raízes, ou melhor, que tinha perdido as poucas que me restavam. Senti-me um apátrida e quando entrámos na CEE (sem fronteiras), fez-se luz, afinal o futuro é dos apátridas! 🙂
    A piada final… é que em vez de apátrida, neste momento sou expatriado! ehehe :p
    Portugal mudou muito, mesmo muito.
    P.S. – Já li, que estão a estudar o Estatuto do Expatriado! Ahahahah é de rir, (leia-se, que o importante é não perder receitas fiscais).

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